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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

BIOENGENHARIA


A Bioengenharia é uma especialidade do conhecimento relativamente nova, embora já tenha tido extraordinários avanços científicos desde o final do século XX. Sua definição nem sempre é clara, sendo praticamente impossível evitar a superposição entre áreas e temas afins. No entanto, pode-se definir Bioengenharia como uma ciência onde há a aplicação dos princípios e conhecimentos de engenharia ao estudo da estrutura e de processos biológicos, ou seja, é a integração das Ciências da vida com a Engenharia. Esta conexão resulta no desenvolvimento de componentes, equipamentos e processos para a prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças, reabilitação e promoção da saúde.
Em seu início, a Bioengenharia se concentrou no uso das tecnologias da eletrônica, mecânica e computação para o desenvolvimento de equipamentos e monitoração biológica. Os novos domínios da Bioengenharia que devem colocá-la entre as áreas de maior evolução nas próximas décadas, começam a figurar a partir da expansão do conhecimento dos mecanismos de funcionamento de sistemas biológicos, permitindo seu controle e manipulação, muitas vezes previstos por meio de simulações computacionais. Da mesma forma que a engenharia clássica pode controlar e manipular, por exemplo, sistemas elétricos, mecânicos, térmicos ou hidráulicos, os novos domínios da bioengenharia prevêem o controle e manipulação de sistemas biológicos.
Os projetos de pesquisa na área de Bioengenharia são coordenados e executados por uma equipe de pesquisa multidisciplinar que engloba pesquisadores da área biológica (veterinária, medicina, odontologia, fisioterapia, educação física, terapia ocupacional e biologia) e da área de engenharia (mecânica, química, elétrica e de controle e automação). Estes projetos caracterizam-se por estudos nas áreas de engenharia cardiovascular, engenharia de reabilitação e desenvolvimento de instrumentos e dispositivos para diagnóstico e terapia.
Acreditava-se que o engenheiro mecânico estava ligado apenas à indústrias automotivas, no entanto, descobriu-se que este tem um papel fundamental também em outras áreas. Fica notória a sua fundamental contribuição no desenvolvimento de projetos de próteses artificiais para deficientes físicos, para portadores de doenças cardíacas ou mesmo de outras patologias. Um fato a ratificar esta máxima, é que o projeto brasileiro de desenvolvimento do coração artificial humano é obra de um engenheiro mecânico. Na verdade, a formação de engenheiro com um perfil interdisciplinar e mais humanista está em sintonia com as atuais aspirações de diversos segmentos da engenharia e da sociedade.

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